quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Prefeitura e o Olindão: Cadê a verba?

Escândalo: Prefeitura de Olinda quer patrocinar a Copa de 2014, mas veja o que ela faz hoje com os R$ 716.712,98 que vieram para reformar o Estádio Olindão.


A placa da obra diz que o prazo de execução seria de 120 dias. Onde foram parar os quase um milhão de reais?









Reportagem fotográfica de Fábio Lira

2 comentários:

Adalberto disse...

Construção do estádio de futebol no bairro de Salgadinho:
A extinção de uma comunidade.


O projeto de construção de um estádio de futebol no Bairro de Salgadinho trás muita apreensão e angústia a toda a comunidade, visto que para a implementação do mesmo, prevê-se a desapropriação de cerca de 5000 casas no bairro, deixando sem moradia cerca de 8.000 famílias.
Observamos que o referido estádio visa receber jogos da copa do mundo de 2014, onde Recife e Olinda se oferecem para receber um dos grupos que disputarão a copa, diante da aprovação da candidatura do Brasil a sede do evento.
Os investimentos financeiros para a execução desta obra faraônica estão estimados em R$ 250 milhões, fora o que deverá ser gasto com as desapropriações das nossas famílias.
E o que poderia ser feito em benefício real para o nosso povo com esse montante de recursos? Quantas casas populares? Quantas escolas? Quantas creches? Quantos postos de saúde? Quantas ruas pavimentadas e saneadas? Quantos hospitais?

E o que representa isso, para a comunidade de Salgadinho?

Representa a perda de suas casas, pontos comerciais e de suas histórias de vida, construídas com muito trabalho e sacrifícios nesse bairro. A retirada pura e simples, como desapropriação, avaliada pelo valor venal, representa uma violência brutal contra o nosso povo, que sequer foi ouvido para definir as supostas relevância e prioridade deste projeto.

O que está por trás de tudo isso?

São os interesses perversos de grandes empreiteiras e imobiliárias, desde aquelas que se propõem a construir o estádio, como a holandesa Amsterdam Arena Advisory, até empresas locais, ambicionando a abertura de uma área nobre em Salgadinho para a construção de imóveis destinados às altas rendas, nesta região que “parece ser boa demais” para continuar servindo de moradia para nosso povo.
E o que será de nossa gente?

E onde se pretende colocar as cerca de 8.000 famílias deslocadas de suas moradias?
O que será feito com aqueles que não aceitarem as “indenizações” impostas?

As casas que não sejam diretamente atingidas pela desapropriação estarão na mira da especulação imobiliária, configurando a chamada expulsão branca, onde as moradias populares são compradas a baixos preços pelos especuladores imobiliários para a construção de grandes prédios.

Porque será que o nosso bairro permanece nesse abandono?

Por causa da especulação imobiliária, não se fazem grandes intervenções urbanas que venham melhorar a qualidade de vida no nosso bairro até porque, depois ficaria mais caro para remover as pessoas.
Esperávamos que a “prefeitura popular” fosse nossa representante junto ao governo federal para lutarmos pela obtenção dos títulos de posse, das escrituras públicas definitivas de grande parte dos terrenos e casas de Salgadinho mas o que vimos?
A prefeitura não construiu uma casa popular sequer para nossa comunidade e agora encabeça um projeto que vai criar muito mais de 15.000 sem-teto e um grande número de desempregados, já que todos aqueles que trabalham no bairro ficarão sem o seu sustento. Ou seja, sem casa e sem ter como sustentar suas famílias.

Esse é um alerta inicial. Só com mobilização e resistência podemos fazer essa história ser diferente, fazer nossos direitos serem respeitados.
Propomos a realização de uma grande mobilização na comunidade para mostrar que nosso povo NÃO aceita ser expulso e quer permanecer e lutar contra os poderosos da especulação imobiliária e aqueles que estão a seu serviço nas administrações municipal, estadual e federal.

Adalberto disse...

Construção do estádio de futebol no bairro de Salgadinho:
A extinção de uma comunidade.


O projeto de construção de um estádio de futebol no Bairro de Salgadinho trás muita apreensão e angústia a toda a comunidade, visto que para a implementação do mesmo, prevê-se a desapropriação de cerca de 5000 casas no bairro, deixando sem moradia cerca de 8.000 famílias.
Observamos que o referido estádio visa receber jogos da copa do mundo de 2014, onde Recife e Olinda se oferecem para receber um dos grupos que disputarão a copa, diante da aprovação da candidatura do Brasil a sede do evento.
Os investimentos financeiros para a execução desta obra faraônica estão estimados em R$ 250 milhões, fora o que deverá ser gasto com as desapropriações das nossas famílias.
E o que poderia ser feito em benefício real para o nosso povo com esse montante de recursos? Quantas casas populares? Quantas escolas? Quantas creches? Quantos postos de saúde? Quantas ruas pavimentadas e saneadas? Quantos hospitais?

E o que representa isso, para a comunidade de Salgadinho?

Representa a perda de suas casas, pontos comerciais e de suas histórias de vida, construídas com muito trabalho e sacrifícios nesse bairro. A retirada pura e simples, como desapropriação, avaliada pelo valor venal, representa uma violência brutal contra o nosso povo, que sequer foi ouvido para definir as supostas relevância e prioridade deste projeto.

O que está por trás de tudo isso?

São os interesses perversos de grandes empreiteiras e imobiliárias, desde aquelas que se propõem a construir o estádio, como a holandesa Amsterdam Arena Advisory, até empresas locais, ambicionando a abertura de uma área nobre em Salgadinho para a construção de imóveis destinados às altas rendas, nesta região que “parece ser boa demais” para continuar servindo de moradia para nosso povo.
E o que será de nossa gente?

E onde se pretende colocar as cerca de 8.000 famílias deslocadas de suas moradias?
O que será feito com aqueles que não aceitarem as “indenizações” impostas?

As casas que não sejam diretamente atingidas pela desapropriação estarão na mira da especulação imobiliária, configurando a chamada expulsão branca, onde as moradias populares são compradas a baixos preços pelos especuladores imobiliários para a construção de grandes prédios.

Porque será que o nosso bairro permanece nesse abandono?

Por causa da especulação imobiliária, não se fazem grandes intervenções urbanas que venham melhorar a qualidade de vida no nosso bairro até porque, depois ficaria mais caro para remover as pessoas.
Esperávamos que a “prefeitura popular” fosse nossa representante junto ao governo federal para lutarmos pela obtenção dos títulos de posse, das escrituras públicas definitivas de grande parte dos terrenos e casas de Salgadinho mas o que vimos?
A prefeitura não construiu uma casa popular sequer para nossa comunidade e agora encabeça um projeto que vai criar muito mais de 15.000 sem-teto e um grande número de desempregados, já que todos aqueles que trabalham no bairro ficarão sem o seu sustento. Ou seja, sem casa e sem ter como sustentar suas famílias.

Esse é um alerta inicial. Só com mobilização e resistência podemos fazer essa história ser diferente, fazer nossos direitos serem respeitados.
Propomos a realização de uma grande mobilização na comunidade para mostrar que nosso povo NÃO aceita ser expulso e quer permanecer e lutar contra os poderosos da especulação imobiliária e aqueles que estão a seu serviço nas administrações municipal, estadual e federal.