quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tiros e correria no terminal da PE-15


Tentativa de assalto a um estabelecimento deixa uma artesã ferida no braço Vera, 35: “Senti um impacto no meu braço e vi sangue. Parecia uma pedrada” (Foto: Miva Filho).

Danilo Tenório

Uma tentativa de assalto a um quiosque de vendas e consertos de celulares localizado no interior do Terminal Integrado da PE-15, em Olinda, na tarde de anteontem, deixou a artesã Vera Lúcia Lima Batista de Araújo, de 35 anos, ferida. De acordo com testemunhas, três homens, com identidades desconhecidas, abordaram um funcionário do estabelecimento e anunciaram o assalto. Durante a investida, alguns tiros disparados ao alto assustaram os criminosos, que saíram correndo da loja.

Ninguém soube informar de onde partiram os disparos. Os bandidos fugiram pulando os muros do terminal e nada levaram. Um assaltante que estava em um carro da marca Palio Weekwend - de placa não-anotada - do lado externo do terminal também conseguiu escapar. O bandido serviria como motorista dos comparsas na fuga, mas ele deixou o local após ouvir os primeiros disparos.

Um dos projéteis atingiu, de raspão, o braço esquerdo da artesã. Ela estava em uma fila de embarque de uma das plataformas do terminal. Vera foi socorrida e levada para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, no Recife, onde foi medicada e liberada em seguida. Assim que ganhou alta da unidade de saúde, voltou ao terminal a fim de recuperar as sacolas com as quais havia desembarcado antes do tiroteio
Um dia depois do crime, já em sua residência, ela contou os momentos de desespero. “Assim que desci de um ônibus e fui para a fila do outro vi uma correria. Depois escutei alguns tiros. Na mesma hora pensei em me esconder, mas não deu tempo. Senti um impacto no meu braço e vi o sangue. Parecia uma pedrada, mas depois percebi que tinha sido um tiro. Me desesperei e lembro que quase desmaiei. Mas graças a Deus não foi nada grave”, relembrou.


A segurança do terminal de ônibus é feita por policiais do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e por funcionários de uma empresa de vigilância privada contratada pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), responsável pela supervisão do terminal. A empresa terceirizada informou às autoridades competentes o incidente. Agentes da Delegacia de Olinda disseram que não foi possível registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) no dia do crime porque o sistema estava fora do ar. Até o fechamento desta edição, ainda não havia sido registrado o procedimento.

O proprietário da loja abordada pelos criminosos - que pediu para não ser identificado - informou apenas que, em dois meses, esse foi segundo assalto sofrido por seu estabelecimento. Existe uma microcâmera instalada no interior da loja, mas ela estava desativada.

De acordo com o tenente-coronel Flávio Vieira, comandante do 1º BPM, não existe uma guarnição fixa nas dependências do Terminal Integrado da PE-15. Mas duas viaturas atendem aos bairros de Jardim Fragoso e Cidade Tabajara. “Pode acontecer de as duas não estarem ativadas ao mesmo tempo por causa do nosso efetivo. Sempre fazemos rodízios. Não temos policiamento fixo em canto nenhum”, argumentou.

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