quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Cão ataca artista plástica em Olinda


Pedreiro Marcelo Medeiros salvou a artista plástica ao ouvir os gritos dela quando passava pela rua Foto: Alcione Ferreira/DP

RIO DOCE // Vítima foi mordida nos antebraços, em uma das mamas e no glúteo pelo animal que pertence a um amigo da família

Um cão da raça bull terrier - uma das que originou o pit bull -, atacou a artista plástica Marileide Correia, 66 anos, e mordeu seus antebraços, a mama esquerda e o glúteo. Ela resistiu com ajuda de sua cadela da raça pastor alemão e do pedreiro Marcelo Medeiros, 42, que passava em frente à sua casa, na Rua 8, em Rio Doce, Olinda. O animal não pertencia à família, mas a um amigo de nome não revelado. Segundo a filha da artista plástica, a médica Michele Correia, 29, o cachorro estava lá desde a quarta-feira passada, a pedido do amigo que viajou. Marileide recebeu alta, ontem, do Hospital da Restauração, após receber pontos nas regiões atingidas pelas mordidas. Foi o terceiro ataque de um cão nos últimos dois meses na Região Metropolitana do Recife.

Arnor, nome do bull terrier, atacou Marileide depois de ela ordenar que ele não tocasse na comida do seu gato. Segundo Michele, o cachorro saiu da cozinha, enquanto a mãe limpava a geladeira e voltou, em seguida, agressivo. A tia de artista plástica, Maria José Araújo, 90, estava em casa, mas não ouviu os gritos de socorro, por estar num quarto dos fundos. O cão só não fez um estrago maior em Marileide, porque Preta, pastor alemão que ela cria há 8 anos, reagiu para ajudá-la, mordendo Arnor.

A briga entre Arnor e Preta não foi suficiente para livrar Marileide. O bull terrier levou vantagem até Marcelo chegar. Ele passava em direção a um prédio onde fazia obras e ouviu os gritos da mulher. O pedreiro não teve dúvidas. Pulou o muro de dois metros, sem saber do que se tratava, para tentar ajudá-la. Quando ele viu a cena, na cozinha, Marileide estava sangrando muito, o que atiçava ainda mais o cachorro.

Com uma das suas ferramentas, o pedreiro livrou a artista plástica. Jogou dois tijolos que tinha pego em cima do muro no animal. Só o segundo fez o cão recuar. Foi o tempo necessário que o pedreiro teve para correr e abrir o portão da casa. O cachorro escapou da residência e foi espancado na rua por Marcelo e por um homem desconhecido que passava. O cão foi recolhido pelaVigilância Ambiental e vai ficará em observação por dez dias.

Cirurgia - Este é o terceiro ataque de cães nos últimos dois meses na Região Metropolitana do Recife. O primeiro foi no último dia 24 de novembro, quando dois cachorros da raça pit bull avançaram na estudante Daniele Alves Ferreira, 22. Daniele teve 70% do rosto desfigurado e precisou passar por três grandes cirurgias e 16 intervenções plásticas. Na última quarta-feira, ela passou novamente por um procedimento cirúrgico de cinco horas de duração, com três equipes diferentes, no Hospital Memorial São José.

Daniele fez a reconstrução da glândula parótida, uma das responsáveis pela fabricação de saliva, reconstituiu uma parte da gengiva, os ligamentos da pálpebra direita, fez a abertura das pálpebras esquerdas (superior e inferior), além de reconstruir a pele e as conjuntivas (membrana presente nos olhos). Esta última intervenção foi a mais delicada. Nas pálpebras do olho esquerdo, até então fechadas com curativos, o cirurgião plástico fez rotaçãode tecidos e enxerto com pele da orelha.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/01/16/urbana4_0.asp

Um comentário:

badalhoca disse...

Estúpido foi o cara ou ela de ter ficado com um cão dentro de casa. Cachorro só respeita o dono!! Enquanto não houver disciplina por parte da população, casos assim serão comuns. Nós somos mais inteligentes que os animais, vamos por em pratica isso.