segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Olinda celebra 353 anos da expulsão holandesa



Olinda volta a ser capital de Pernambuco nesta segunda-feira (28). O título perdido para o Recife em 1837 será recuperado apenas por um dia, para as celebrações dos 353 anos da expulsão dos holandeses do Brasil, em 27 de janeiro de 1654. A transferência simbólica do título de capital vem acompanhada de uma série de medidas que o governo do estado programou para anunciar durante as celebrações.

A solenidade foi realizada esta manhã, no Palácio dos Governadores, sede da Prefeitura de Olinda. Na ocasião, o governador Eduardo Campos anunciou a recuperação de oito escolas, construção do Centro de Juventude, lançamento do edital para construção de dois viadutos na Avenida Pan Nordestina, além do reforço no abastecimento de água do Sítio histórico e o lançamento do Programa Estadual de Fortalecimento da Rede de Urgência e Emergência.

As oito escolas recuperadas, ao custo de R$ 1,1 milhão são Inês Borba (R$ 35,9 mil) e Antônio Souto Filho (R$ 98,8), ambas em Rio Doce; Aggeu Magalhães, na Vila Popular (R$ 121 mil); Clídio de Lima Nigro (R$ 64,3) e Carlos Gonçalves (R$ 82,3), ambas no bairro de Salgadinho; Capitão André P. Temudo, Olinda (R$ 62,3), Compositor Antônio Maria, Rio Doce (R$ 577 mil); e João Matos Guimarães (R$ 124 mil), também em Rio Doce.

Já o Programa Estadual de Fortalecimento da Rede de Urgência e Emergência prevê o repasse de R$ 2 milhões, ao longo de 2008, para a qualificação dos serviços de média complexidade já existentes e a criação de novos em três unidades dois pronto-atendimentos, nos bairros de Peixinhos e Varadouro, e o Hospital Tricentenário.

Quanto ao abastecimento de água, o edital a ser assinado pelo governador será para ampliar o sistema de produção de água e ampliar a oferta no Sítio Histórico de Olinda e no Varadouro.

A Pan Nordestina vai receber R$ 19,6 milhões para, em 18 meses, ganhar dois viadutos, além de obras de paisagismo, como a recuperação de calçadas e arborização da via até Paulista. O custo total da obra será de cerca R$ 19,6 milhões e o prazo de conclusão é de 18 meses. O anúncio inclui ainda a assinatura de um protocolo de intenções para a construção de academias públicas de ginástica ao ar livre, no Alto da Conquista.

Da Redação do PERNAMBUCO.COM

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=2008128101546&assunto=68&onde=1

VIADUTO NA PAN NORDESTINA

Pan Nordestina ganhará viaduto
A nova passagem será construída sobre o giradouro que fica na rodovia

A aposentada Sônia Campelo, de 67 anos, costuma passar pela avenida Pan Nordestina quase todos os dias. Ela trabalha como autônoma e, muitas vezes, enfrenta longos engarrafamentos tão comuns à via na altura do giradouro que dá acesso a Peixinhos. “Eu já cansei de dizer que era para ter um viaduto. Além de diminuir o tempo que passo no ônibus, ele ia facilitar a vida de motoristas e pedestres, pois é difícil atravessar a avenida”, contou. O Governo do Estado deu uma boa notícia para pessoas que, assim como Dona Sônia, transitam pela PE-15: finalmente deverá sair do papel a construção de um viaduto ligando a Avenida Agamenon Magalhães à PE-15 por sobre o giradouro.

Segundo o superintendente técnico da Secretaria de Transportes do Estado, Luiz Alberto de Araújo, a medida foi idealizada há muitos anos, durante a triplicação da rodovia estadual. Mas devido à falta de recursos e aos problemas com o processo licitatório, não houve implementação. “A obra terá um custo total de, aproximadamente, R$ 19 milhões e deve ser concluída em 18 meses após a licitação”, avisou. O superintendente afirmou que a iniciativa vai melhorar em quase 70% o tráfego na via. “Não haverá mais grandes engarrafamentos por causa do intenso fluxo de veículos”, acrescentou. De acordo com ele, o viaduto deverá ter uma estrutura que possibilitará a passagem dos veículos por pista principal e acesso local.

BENEFÍCIOS PARA O TURISMO

Governo do Estado é instalado em Olinda que recebe benefícios para o turismo

Com informações da assessoria

Olinda foi nesta segunda-feira (28) a capital de Pernambuco. Em comemoração a Restauração Pernambucana, que aconteceu em 27 de janeiro de 1654, o governador Eduardo Campos transferiu a sede do governo para a cidade patrimônio da humanidade e anunciou uma série de medidas para o município em diversas áreas. Na ocasião, o governador informou sobre a requalificação do Alto da Sé; assinou o convênio de repasse de verbas para o Carnaval de Olinda; lançou o edital para a construção de dois viadutos na PE-15, que vão facilitar o acesso ao Litoral Norte.

Acompanhado pelo secretário Estadual de Turismo, Sílvio Costa Filho, e pelo presidente da Empetur, José Ricardo Diniz, entre outras autoridades; Eduardo Campos visitou o posto de atendimento aos turistas localizado no Giradouro da PE-15, em Peixinhos, e inaugurou o Receptivo de Turismo e o acesso a Casa da Rabeca do Brasil localizado na Praça do Carmo.

Dados - Durante o Carnaval, a Secretaria de Turismo de Pernambuco duplicou a possibilidade de atendimento aos turistas com 53 recepcionistas bilíngües trabalhando nos cinco containeres em parceria com a Secretaria de Defesa Social e nos cinco postos de atendimento já existentes: Terminal Integrado de Passageiros, Aeroporto Internacional do Guararapes/Gilberto Freyre, Casa da Cultura, Olinda e Praça de Boa Viagem. O investimento na manutenção dos espaços e na folheteria é de cerca de R$ 100 mil.

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INVESTIMENTOS NA SAÚDE

Unidades de saúde serão reestruturadas
MIRTHYANI BEZERRA

Na área da saúde, os investimentos anunciados pelo governo pernambucano pretendem reestruturar serviços oferecidos por três unidades de urgência: Hospital Tricentenário e os serviços de pronto-atendimento (SPA) adulto e infantil. A ação faz parte do Programa Estadual de Fortalecimento da Rede de Urgência e Emergência, criado com o objetivo de diminuir a demanda de pacientes para centros recifenses que atendem casos mais complexos, como os hospitais da Restauração, Getúlio Vargas e Otávio de Freitas. Olinda foi a primeira cidade a receber os recursos do projeto.

O secretário-executivo de Saúde de Pernambuco, Humberto Antunes, avaliou que parte considerável dos atendimentos feitos nos grandes hospitais é de média complexidade, ou seja, poderia ser solucionada nas unidades municipais. “Vai ser bom para população e hospitais, pois a qualificação dos serviços de urgência evita o deslocamento e facilita o atendimento a casos mais graves”, explicou. Novos equipamentos serão adquiridos e enviados para as três instituições de saúde. Serão realizadas reformas físicas e contratação de novos profissionais. As iniciativas custarão, ao todo, R$ 2 milhões aos cofres públicos.

A novidade do programa é a criação de uma emergência traumatológica - especializada em torções e fraturas - no Hospital Tricentenário, no Varadouro. A instalação deve ficar pronta em, no máximo, 90 dias. A dona de casa Giselda Maria da Silva, de 37 anos, ficou bastante satisfeita com a notícia. Contou que, há um ano, precisou levar a filha, de 19 anos, da Ilha do Maruim, para um hospital no centro, uma vez que, no Tricentenário, não havia traumatologista. “Quando ela fraturou o tornozelo, eu e o marido dela corremos para a unidade, mas ficamos decepcionados ao ver que não seria atendida. Gastamos dinheiro que não tínhamos para levar a menina ao Hospital Oscar Coutinho”, contou.

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A EXPULSÃO DOS HOLANDESES

Frustrados por não terem encontrado no Brasil os metais preciosos que os espanhóis saquearam dos povos civilizados, na parte que lhes coube no Tratado de Tordesilhas, aos portugueses restou a alternativa da cultura da cana e produção de açúcar para viabilizar economicamente a colonização das recém descobertas terras quase virgens. No período colonial, o maior número de engenhos de açúcar concentrou-se no Nordeste, onde se fundou, em 1535, na capitania de Pernambuco, a Vila de Olinda, vitrine da riqueza acumulada pelos senhores dos engenhos das várzeas vizinhas.

Com seu traçado irregular, seus edifícios monumentais erigidos nos altos das colinas com vista para o verde mar e o seu casario serpenteando nas encostas, Olinda é um magnífico exemplo do urbanismo informal, típico da colonização portuguesa no Brasil. O seu próprio nome teria se originado da exclamação do donatário Duarte Coelho, ao referir-se à magnífica paisagem que se descortinava do sítio que escolhera para a fundação da vila.

A riqueza concentrada no Nordeste brasileiro logo despertou a cobiça de outros povos, com realce para os holandeses que invadiram Pernambuco em 1630 e, no mesmo ano, tomaram a Vila de Olinda. Mas a vila conquistada não se prestava a uma defesa eficaz, segundo os padrões estratégicos dos holandeses, que logo a abandonaram e incendiaram, preferindo fixar-se no vizinho e alagadiço povoado do Recife, que aterraram, como costumavam fazer em sua terra natal, e desenvolveram num ritmo fascinante em menos de duas décadas.

Com a expulsão dos holandeses, em 1654, Olinda foi reconstruída aos poucos - pois já sofria a crescente concorrência do Recife, que se firmara como importante centro comercial e logo seria promovido à capital administrativa da capitania. O que Olinda perdeu com os edifícios administrativos foi regiamente compensado com a construção dos monumentais conjuntos de edifícios conventuais das ordens religiosas. Carmelitas, franciscanos, beneditinos e jesuítas ocuparam os altos das suaves colinas, produziram e preservaram, principalmente no interior de suas casas conventuais, as mais apuradas formas de arte barroca do Brasil no período colonial.

2 comentários:

estrelaguia disse...

É bom que se diga que Mauricio de Nassau quando troxe em sua missão artística e científica homens como Frans Post, Eckhout, Marcgrave e Piso muito contribuiu para a construção do nosso patrimônio artístico e cultural.Apesar de toda deformação da época, Nassau era uma figura muito inteligente e que tinha uma formação humanística, destoando do restante dos holandeses.Portanto vamos comemorar a expulsão holandesa, conferindo aos holandeses os seus méritos...Essa história de usar o poder para enriquecer, não é privilégio holandês.... Tem muito brasileiro (Calheiros,Santos, etc) fazendo isso por aqui. Portanto, devemos tomar todo o cuidado com repasses de recursos para a nossa pobre e tão sofrida Olinda.

Ivan Maurício disse...

Estrela Guia:

Grato por seus comentários. Eu mesmo sou vítima da visão católica anti-protestante que marca a história da presença holandesa no Brasil. Meu nome seria João Maurício, homenagem que minha mãe queria fazer a um filho (meu primo) que sua irmã (minha tia) perdeu. No entanto, na hora do batimo, o padre Aloísio Mosca de Carvalho se recusou a colocar este nome porque era o mesmo de Maurício de Nassau. Formou-se uma confusão grande na igreja. E terminou se chegando a uma solução intermediária, Ivan Maurício, uma vez que Ivan é João em russo.
Isso é só uma mostra do preconceito.
Os holandeses deixaram uma contribuição efetiva em Pernambuco. Isso é indiscutível.