sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Sem a participação da Schin, Ambev oferece R$ 1,6 milhão pelo Carnaval de Olinda


O advogado Carlos Harten representa a AmBev

Acabou agora há pouco o segundo leilão que a Prefeitura de Olinda realizou para a escolha da empresa patrocinadora do Carnaval no município.

A Schin não compareceu. Somente a AmBev.

Mesmo sem a concorrente, com a qual trava uma guerra na justiça local desde o final do ano passado, a AmBev ofereceu R$ 1,626 milhão (um milhão, seiscentos e vinte e seis mil reais) pelo direito de exclusividade de sua marca (no caso, a Skol) na folia. A proposta ficou mais de R$ 500 mil acima do preço mínimo, que era de R$ 1,12 milhão (um milhão, cento e vinte mil reais).

A ausência da Schin é indício de que a guerra judicial deve continuar. A empresa reclama que venceu a primeira licitação, feita pela empresa Publikaimagem, quando ofertou R$ 1,100 (um milhão e cem mil reais) e a AmBev, R$ 740 mil apenas.

Cervejaria quer assinar logo contrato de patrocínio com Olinda e pagamento será à vista

O advogado Carlos Harten, que representa a AmBev no processo envolvendo o patrocínio do Carnaval de Olinda, informou a Silvio Burle, deste Blog, que o contrato com a prefeitura deve ser assinado já na próxima semana. E que, depois disso, a empresa tem três dias úteis para pagar a cota de exclusividade, no valor de R$ 1,626 milhão (hum milhão, seiscentos e vinte e seis mil reais), oferecida no leilão encerrado agora há pouco. O pagamento será feito à vista.

A ata da concorrência deve ser publicada neste sábado no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação.

Após o encerramento dos trabalhos oficiais, os donos da empresa Publikimagem, afastada pela Prefeitura de Olinda da captação de recursos para o Carnaval do município, deram entrevista declarando-se vitoriosos, por terem contribuído para o aumento do patrocínio.

"Nossa missão foi cumprida e o resultado é este. O patrocínio subiu de R$ 740 mil (proposta original da AmBev, antes da briga jurídica com o Grupo Schincariol) para R$ 1,6 milhão", afirmou Bruno Herbert Lima, sócio de Pablo Magalhães, donos da empresa de empreendimentos culturais, com cinco anos de atuação em Pernambuco.

Sem contar o patrocínio da companhia de bebidas, a Publikimagem captou mais de R$ 1 milhão em cotas do Bradesco, Fiori e Montila. Os recursos ajudam a Prefeitura de Olinda a pagar os custos da festa, que deixa muito lixo e sujeira em toda parte, por exemplo.

Contrato para o Carnaval de Olinda também
envolve exclusividade em refrigerantes


Além de ter o direito de comercializar e promover uma de suas marcas de cerveja no Carnaval de Olinda, no caso a Skol, a AmBev ganhou nesta sexta (11), com o novo leilão realizado pela prefeitura, exclusividade para seus refrigerantes (Antarctica e Pepsi, por exemplo).

A companhia vai pagar pouco mais de R$ 1,6 milhão pelo patrocínio. E também se comprometeu a entregar à prefeitura valor correspondente a R$ 18.312,00 em cerveja e R$ 9.480,00 em refrigerantes, o que não fazia parte do edital.

A companhia deve desembolsar, ainda, um valor considerável para trabalhar promocionalmente suas marcas, principalmente a cerveja. Mas aí não tem nada a ver com a cota a aser paga à prefeitura.

No ano passado, por exemplo, quando fez da cerveja Antarctica a patrocinadora oficial da festa, a AmBev trouxe a atriz Juliana Paes para animar sua "Casa da Boa".

O gerente jurídico regional da empresa, Erik Augusto, que participou do leilão na manhã desta sexta na sede da prefeitura, não informou que ações de marketing estão programadas para promover a Skol.

Lembrou, no entanto, que a AmBev também patrocina cerca de 40 blocos que desfilam pelas ladeiras do município.

Erik Augusto não soube estimar quanto a AmBev espera faturar durante as prévias e o Carnaval de Olinda.

De acordo com a Publikimagem, que atuou na captação de recursos para o Carnaval do município e teve o contrato cancelado pela prefeitura depois do impasse envolvendo a AmBev e o Grupo Schincariol, uma cervejaria pode faturar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões durante as prévias e a festa propriamente dita.

O cálculo aproximado é feito sobre o total de latinhas recolhidas na cidade durante os dias de folia.

Nos posts abaixo, leia o que publicamos sobre o novo leilão. Mais informações ao longo do dia.

Mesmo pegando leve, Schin critica Olinda por nova licitação para Carnaval e promete manter briga na Justiça

Briga judicial ainda não terminou

Veja o comunicado enviado ao Blog de Jamildo agora há pouco:

Em respeito aos nossos distribuidores, pontos de venda, parceiros comerciais e, principalmente, aos nossos consumidores, o Grupo Schincariol vem a público esclarecer as razões de não participar da nova licitação realizada pela Prefeitura Municipal ontem, 11 de janeiro, para selecionar, pela segunda vez, a indústria de bebidas patrocinadora do Carnaval da cidade neste ano.

O Grupo Schincariol lamenta a decisão das autoridades municipais, pois considera não haver razões legais que justifiquem a promoção desta nova concorrência.

Uma primeira licitação foi realizada entre os meses de outubro e dezembro de 2007 e transcorreu dentro de um processo absolutamente legal e transparente, seguindo todas as tramitações definidas pelo edital.

O Grupo Schincariol foi o vencedor, oferecendo investimento 50% superior ao da concorrência, o que é amplamente favorável à população e garante um Carnaval ainda mais bonito para Olinda.

Diante dessa vitória, a concorrência decidiu reformular sua proposta financeira, contrariando as normas de processos públicos similares e princípios da ética concorrencial. Por isso, o Grupo Schincariol está na Justiça para garantir seus direitos.

O Grupo Schincariol é uma das maiores empresas de bebidas do Brasil e tem longa tradição em carnavais. Agradecemos à população - que elegeu a Nova Schin como a cerveja líder em Pernambuco e em todo o Nordeste do País - por compreender nossa decisão de não participar da nova concorrência por razões de coerência e de ética.

Grupo Schincariol


"Vamos descansar e deixar o jurídico trabalhar",
afirma sócio de empresa afastada pela PMO


A Publikimagem Comunicação, empresa contratada para fazer a captação de patrocínios para o Carnaval de Olinda e depois afastada pela prefeitura quando surgiu o impasse entre AmBev e Grupo Schincariol, deve continuar lutando por seus direitos na Justiça.

"Fomos bem claros com a prefeitura que iríamos recorrer para manter nosso direito", disse na manhã desta sexta (11), Pablo Magalhães, um dos sócios da empresa. "Tivemos custos e realizamos um trabalho de sucesso".

Ele acompanhou o novo leilão público realizado nesta sexta pela prefeitura, em que a AmBev saiu vencedora por ser a única participante da concorrência. A oferta, R$ 1,626 milhão, foi superior em R$ 500 mil ao preço mínimo.

"O valor foi balizado pela seleção que tínhamos feito no ano passado", afirmou o também sócio da Publikimagem Bruno Herbert Lima. "Vamos descansar um pouco e deixar o jurídico trabalhar".

O contrato que a empresa tinha com a Prefeitura de Olinda previa comissões que variavam entre 5% e 20% dos recursos captados.

Havia também uma cláusula exigindo captação mínima de R$ 800 mil. Caso a Publikimagem não conseguisse reunir ao menos este montante, teria que repassar o valor à prefeitura.

LIVRO

Os sócios da Publikimagem julgam que o resultado do novo leilão realizado pela Prefeitura foi uma vitória de sua empresa.

"Nossa missão foi cumprida e o resultado é este. O patrocínio subiu de R$ 740 mil (proposta original da AmBev, antes da briga jurídica com o Grupo Schincariol) para R$ 1,6 milhão", afirmou Bruno Herbert Lima.

Segundo seu sócio, Pablo Magalhães, a empresa também conseguiu captar junto ao Bradesco, Fiori e Montilla outro R$ 1,1 milhão (um milhão e cem mil reais). No Carnaval de 2007, ainda de acordo com ele, a prefeitura teria recebido cerca de R$ 400 mil reais, fora o patrocínio da cerveja.

"Tudo o que conseguimos captar e também o que estava sendo negociado vamos repassar para a prefeitura",contou Magalhães.

"Fizemos um trabalho profissional e as cervejarias passaram a dar maior valor ao produto Carnaval de Olinda", completou Bruno Herbert. Ele estima que o faturamento de uma empresa de bebidas durante as prévias e a festa pode ficar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. O valor aproximado baseia-se na quantidade de latinhas retiradas da cidade nos dias de folia.

A Publikimagem, que se define como uma empresa de empreendimentos culturais, está concluindo um outro projeto com a Prefeitura de Olinda. Trata-se do livro "Olinda, 100 anos de frevo", que tem também DVD gravado em um show, no Carnaval de 2007, com vários artistas. O pacote será lançado na próxima quarta, dia 16, no mercado Eufrásio Barbosa.

ORIGENS

Em outubro do ano passado, depois de realizar uma seleção pública, a prefeitura contratou a Publikimagem Comunicação para fazer a captação de patrocínios destinados ao Carnaval.

A empresa realizou, então, uma concorrência específica para definir a companhia de bebidas (cervejas e refrigerantes) que seria a patrocinadora oficial. Venceu o Grupo Schincariol, que ofereceu uma cota de R$ 1,10 milhão.

Por sua vez, a AmBev se dizia detentora de direitos por ter um documento assinado, ainda em dezembro de 2006, pela prefeitura, concordando com as cotas oferecidas pela empresa para os carnavais de 2007 e 2008.

A proposta original da AmBev para o carnaval deste ano foi de R$ 740 mil. Mas diante da vitória do Grupo Schincariol na seleção realizada pela Publikimagem, a companhia apresentou uma segunda proposta, no valor de R$ 1,12 milhão - o que não foi aceito pela empresa contratada para captar os patrocínios.

Com o impasse criado, a prefeitura decidiu encerrar o contrato com a Publikimagem, suspendendo a concorrência feita pela empresa e publicando no Diário Oficial do Estado um outro edital para a realização de um novo leilão.

A briga foi parar na Justiça com decisões que favoreciam ora a Publikimagem e o Grupo Schincariol, ora a AmBev, ora a Prefeitura de Olinda.

Na quinta (10), o desembargador Ricardo Paes Barreto, do Tribunal de Justiça do Estado, alterou o posicionamento que vinha adotando sobre a questão. Ele indeferiu dois agravos de instrumento movidos pela Publikimagem e pelo Grupo Schincariol, que queriam ver reconhecido o resultado da primeira tomada de preços. E manteve o direito da prefeitura de cancelar o contrato com a Publikimagem e de realizar uma nova licitação.

"A rigor, licitação pública só pode ser realizada por um órgão público. No momento em que surgiu mais de uma proposta para o patrocínio das cervejas, a Publikimagem deveria ter procurado a Prefeitura para que o município fizesse a concorrência", avaliou o presidente da Comissão Especial de Licitação e chefe da procuradoria consultiva de Olinda, Ricardo Antônio de Barros Leite.

Em tempo: o custo total estimado do carnaval de Olinda é de cerca de R$ 4 milhões.

http://jc.uol.com.br/blogs/blogdejamildo/

Um comentário:

rafa_keka disse...

Essa "briga" toda de empresas de bebidas me deixa dúvida...
Qual a cerveja que mais vai ser vendida e barata para revendedores nesse carnaval 2009 de olinda?
Caso tenha uma resposta significativa envie para o e-mail rafael100bolado@hotmail.com.
fico grato pela atenção.
Rafael Moraes 21 / 01 / 2009